quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

ORIGEM DO PRESÉPIO





              


Em 1223, São Francisco de Assis criou em Greccio, na Itália, o primeiro presépio da história. Foi um presépio vivo, com moradores da pequena localidade representando o Menino Jesus na manjedoura, Nossa Senhora, São José, os Reis Magos, os pastores e os anjos. Os animais também eram reais: o boi, o burrico, as ovelhas.

Não demorou para que a piedosa iniciativa se espalhasse, transformando-se em costume natalino e dando origem aos presépios esculpidos, que se popularizaram nas igrejas por volta do século XVI por obra dos padres jesuítas.

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O primeiro presépio aparece numa lenda: na noite de 24 de dezembro de 1223, São Francisco de Assis organiza um presépio vivo numa gruta da cidade italiana de Greccio, e a figura do menino acaba se transformando no verdadeiro Jesus. Esse milagre foi plasmado por Giotto no final do século XIII num dos afrescos mais famosos da história da arte, que pode ser visto na Basílica de São Francisco de Assis.
Para o relato da história dos presépios, recorremos à erudição de Antonio Basanta, vice-presidente e patrono da Fundação Sánchez Ruipérez, mas, sobretudo, dono, com sua esposa, Teresa Martín, de uma das maiores coleções do mundo, sendo que parte dela pode ser vista atualmente na casa do Leitor do Matadero Madrid. A coleção Basanta-Martín é formada por 25.000 peças e 4.000 conjuntos de presépios, todos realizados por artesãos em atividade. “É um fenômeno universal, indissociável da cultura espanhola”, diz Basanta, que acaba de publicar o ensaio Leer Contra La Nada (ler contra o nada). “Para organizar seu presépio, São Francisco tem que pedir uma autorização papal, porque Roma havia proibido essas cenas no século XIII, já que elementos pagãos eram introduzidos através dos pastores. Isso quer dizer que é um fenômeno que já existia antes.”

O presépio mais antigo da Espanha está na Igreja de La Sang de Palma de Mallorca, datado de 1480, obra dos irmãos Alamanno. De Múrcia até Nápoles, passando por Barcelona e pela Plaza Mayor de Madri, os presépios ocupam um espaço enorme em nosso imaginário coletivo. Nas ruas da cidade histórica de Nápoles, podemos comprar figuras de Berlusconi e Maradona, santificadas, em certa medida, através de sua conversão em barro, e nos mercados da Catalunha os famosos caganer – que, como explica Basanta, provêm da Idade Média e simbolizam a fertilização da terra – se encarnam nos personagens da temporada. Este ano, inevitavelmente, foram vendidos todos os modelos de Puigdemont e Josep Lluís Trapero. De novo, o celestial e o terrenal se fundem em festas que resumem uma parte importante do longo e inesgotável caminho da relação humana com o divino. E deixamos de fora Scrooge (personagem de Um Conto de Natal, de Charles Dickens) e os fantasmas dos Natais presentes, passados e futuros, e as luzes, e o filme A Felicidade Não Se Compra, Simplesmente Amor...






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