quinta-feira, 28 de junho de 2012

O ENSINO RELIGIOSO NO ENSINO FUNDAMENTAL


                                                                                                 
O processo de ensino e aprendizagem só terá êxito quando pensado, refletido, planejado e avaliado. Acreditamos que isso só se efetivará de forma integrada ao projeto educativo de cada estabelecimento de ensino, quando estes   se comprometerem de garantir o sucesso não só do ensino, mas da aprendizagem. De acordo com o Manual que aborda O Ensino Fundamental de Nove Anos (MEC, 2007, p. 8). 

"A ampliação do ensino fundamental para nove anos significa, também, uma possibilidade de qualificação do ensino e da aprendizagem [...], por isso, nestes documentos de orientações pedagógicas, reafirmamos a importância de um trabalho pedagógico que assegure o estudo das diversas expressões e de todas as áreas do conhecimento, igualmente necessárias à formação do estudante do ensino fundamental". 

Diante de tal proposta o Ensino Religioso no ensino fundamental tem muito a contribuir, pois vem facilitar esse processo de qualificação, cuja ampliação do conhecimento, proporciona a sensibilidade do educando, para a descoberta de ser uma pessoa importante do universo, contribuindo para a construção de sua identidade, a sua relação consigo e com o outro. As Matrizes Curriculares de Goiás (2009, p. 130), afirma que:

As Ciências da religião têm uma base    antropológica que focaliza o ser humano também voltado para a dimensão transcendente, donde emanam valores inscritos no coração [...]. O ER tem uma clara intencionalidade educativa, destacando a importância do seu conhecimento para a vida ética e social dos educandos. [...], e transreligiosa, [...].

Em decorrência disso, podemos citar que o ER possibilita uma visão epistemológica, numa busca equilibrada das diversas ciências, que vem proporcionar um conhecimento mais amplo, conhecimento este, que enriquece o ser humano em suas descobertas a respeito da diversidade cultural religiosa existente no planeta, possibilitando uma aprendizagem significativa.
O Ensino religioso, de acordo com os PCNER não é uma proposta de fé, mas, um conhecimento das várias culturas religiosas que proporciona aos educandos novos saberes, em que irão aprender a desmistificar preconceitos, a respeitar as diferenças e adquirir uma convivência ética que vai proporcionar hábitos para compreensão do fenômeno religioso, presente na nossa sociedade, tendo como facilitador dessa aprendizagem o diálogo. Além disso é um facilitador para a vivência da prática cidadã. Tem como objetivos primordiais:

  • Valorizar a vida como criação do transcendente, respeitando o outro
  • Reconhecer que todos têm responsabilidade pela preservação da vida no Planeta Terra;
  • Respeitar os valores das diversas tradições religiosas, dialogando com as diferenças;
  •  Conhecer os textos sagrados, das diversas culturas e tradições s religiosas que fazem parte da história de cada povo;
  • Identificar os elementos essenciais das diversas tradições religiosas, tais como: seus rituais, textos sagrados orais e escritos, seus costumes e tradições;
  •  Perceber a importância do diálogo inter-religioso na busca e no cultivo de valores morais, éticos e religiosos, para a importância de uma cultura de paz;
  • Incentivar os educandos, observando que todo ser humano deve estabelecer o seu projeto de vida compreendendo-a, valorizando-a, preservando-a e percebendo-a como um dom que deve ser cultivado ao longo da existência. 
"O diálogo se dá entre iguais e diferentes, nunca entre antagônicos".
                                                                             ( Moacir Gadotti)
  
É dessa maneira que o Ensino Religioso vem sendo realizado na Rede Municipal de Ensino em João Pessoa-PB, envolvendo a Educação Infantil, o Ensino Fundamental do 1º ao 9º Ano e a Educação de Jovens e Adultos.

Caderno Pedagógico: Uma Visão Atual do Ensino Religioso e sua Identidade.

domingo, 24 de junho de 2012

O ENSINO RELIGIOSO NA EDUCAÇÃO INFANTIL


  

(Maria José Torres Holmes)
Percebemos que a Educação Infantil, assim como o Ensino Religioso ainda são vistos de maneira preconceituosa por alguns profissionais da educação e até mesmo por alguns familiares. Pretendemos mostrar a importância desses elementos na formação de nossas crianças, somando junto dos outros saberes na formação de sua personalidade, para que possam se tornar pessoas capazes de dialogar, de se sensibilizar, de amar, de respeitar, de acreditar e de lutar por um mundo cada vez melhor. Tornando-se verdadeiros cidadãos do universo. De acordo com a Resolução 009/2010 da Secretaria de Educação e Cultura de João Pessoa - PB,Capítulo II, Art. 6º 
A educação infantil norteia-se pelos princípios de igualdade e liberdade, pelos ideais de solidariedade, pela gestão democrática, tendo por finalidade o desenvolvimento integral da criança em seus aspectos físicos, afetivo, intelectual, social, contribuindo para o exercício da cidadania, pautando-se ainda: I-No respeito à dignidade e aos direitos da criança com suas diferenças individuais, sociais, econômicas, culturais, étnica, religiosa, sem discriminação. (Semanário Oficial 04/12/2010, p. 003/21) 
Como seres humanos, somos sempre desafiados, não só pela necessidade de sobrevivência, mas, pela necessidade de respostas. Assim, ao nos atermos à questão acerca do Ensino Religioso na Educação Infantil, nos vemos diante de diversos questionamentos que nos impulsionam a buscar respostas. Temos que considerar que todo ser humano vivencia uma experiência familiar que deve ser cultivada e ampliada com o decorrer dos tempos pela experiência social através do ambiente escolar, e da sociedade.
OLENIKI e DALDEGAN (2004, p. 57), afirmam: "No ambiente familiar o cuidar e o educar estão voltados às necessidades da criança, como: higiene, saúde, alimentação, afeto, atenção, normas, para a convivência social, normas de conduta, ética, expressões religiosas (gestos, orações...)".
É na Educação Infantil que essas experiências iniciam a partir da relação da criança com outras crianças e com a professora, seguindo uma seqüência lógica de que de que o cuidar, o educar e o brincar estão associados às necessidades básicas da criança para o seu pleno desenvolvimento.
A partir daí é que a criança adquire autonomia e ao mesmo tempo aprende a vivenciar os aspectos relativos ao seu desenvolvimento psico-social e cultural. Nesse percurso começa a se definir o desenvolvimento do processo de construção de sua identidade, acompanhado da socialização, e da valorização da história de cada criança, onde o aprender se confunde com o lúdico e ao mesmo tempo a criança interage com a outra numa atitude de respeito, valorização e confiança uns com os outros.
 No ambiente familiar essa dinâmica de cuidar e educar acontece livremente enquanto que no ambiente escolar ocorre de maneira articulada planejada previamente de acordo com a diversidade da cada realidade.
 Na escola temos várias atividades:
·         Desenhar, pintar, recortar, colar, etc.
·         Atividades lúdicas;
-   Atividades coletivas e individuais, entre outras.
Todas essas atividades estão voltadas para o desenvolvimento global da criança envolvendo a:
·         Psicomotricidade;
·         Linguagem;
·         Raciocínio lógico;
·         Noções de tempo e espaço.
·         Socialização.
É através do lúdico que a criança se socializa e aprende brincando, e isso vem refletir, facilitar e influir na sua formação integral. Segundo OLENIKI e DALDEGAN (2004, p.64)."Para operacionalizar o Ensino Religioso na Educação Infantil é necessário considerar uma proposta pedagógico-metodológica que possa desenvolver o processo de ensino-aprendizagem partindo de uma atividade lúdica, relacionada ao conteúdo que se deseja trabalhar, proporcionando ao educando uma inter-relação entre o mundo que o cerca e sua própria experiência religiosa".  
As autoras afirmam que o Ensino Religioso tem uma contribuição fundamental no processo de desenvolvimento integral da criança, uma vez que proporciona para a mesma ver o mundo de diferentes formas e ao mesmo tempo desperta para a convivência com as diferenças, respeitando-as e valorizando-as, o que facilita a compreender o seu relacionamento com a sua dimensão religiosa, e a do outro, através de:
·         Símbolos e orações;
·         Histórias dos líderes religiosos
·         Livros sagrados,
·         Festas religiosas entre outros
Dessa forma lúdica a criança vai se socializando e se familiarizando, crescendo fisicamente, cognitivamente e espiritualmente, onde o foco principal está na sua própria identidade religiosa, considerando também a diversidade inserida no contexto escolar. Isto acontecerá através do diálogo e do respeito às diferenças.
Isto é o que está acontecendo nas escolas do Município em João Pessoa.
                                            https://www.google.com.br/search?hl

sábado, 23 de junho de 2012

CATOLICISMO POPULAR: A DEVOÇÃO AOS SANTOS JUNINOS


                                                                                                
*Maria Elizabeth Melo da Fonseca
*Maria José Torres Holmes                                                                                                            
A religiosidade popular é um tema de estudo bastante discutido por especialistas da área, considerando-a enquanto manifestação do sagrado e da memória coletiva. Não há correspondência entre suas manifestações e o arcabouço doutrinário do catolicismo oficial, manifestando-se através da participação intensa dos devotos e suas práticas peculiares.
O catolicismo popular teve suas origens em Portugal, pois seu território era geograficamente aberto, proporcionando comunicação com outras etnias e, em especial, o cruzamento de diferentes práticas religiosas de várias vertentes, entre as quais se destacam o catolicismo, o islamismo e as práticas fetichistas africanas, sendo essas permeadas de rituais de feitiçarias e superstições. 
Em alguns países como França, Irlanda e países nórdicos do Leste europeu, as festas de São João são celebradas entre católicos, protestantes e ortodoxos. Em Portugal, porém, elas são conhecidas como Festas dos Santos Populares e tem seus feriados municipais de acordo com cada local. Nelas são comemorados os Santos Antônio em 13 de junho, João em 24 de junho, Pedro em 29 de junho e outros. Antes essas comemorações se chamavam juninas, derivadas do nascimento de São João, passando a serem chamadas de juninas, pois são deflagradas no mês de junho.
A festa junina no Brasil foi trazida de Portugal. Comemorava-se, nesse país, a chegada do verão após um longo inverno de infertilidade da terra. Além de Portugal, outros países europeus de tradição romano-cristã deram suas contribuições por meio de imigrantes que aqui chegaram por volta do século XIX, porém, foram os portugueses que a introduziram por primeiro entre os indígenas e africanos.
 
Festas Juninas: o lado profano da devoção aos santos

As Festas Juninas, apesar de ser uma comemoração aos Santos da Igreja Católica, são celebrações profanas que estão historicamente relacionadas com as festas pagãs. Elas são comemoradas no Brasil, principalmente na atual região Nordeste. Suas devoções estão relacionadas ao Santo Antônio, São João e São Pedro.
Essas festas consideradas típicas se radicalizaram na região do Nordeste, e por ser uma região árida que favoreceu a lavoura para plantação e colheita do milho, desenvolveu-se uma riqueza culinária nordestina com as comidas derivados do milho, tais como bolos, canjica, mungunzá, pamonha, o milho assado e cozido. Além dessas comidas, temos, também, o arroz doce, cocadas, pipoca e bebidas que fazem parte da tradição culinária local.
Geralmente os festejos juninos são realizados no arraial, isto é, local ao ar livre comumente enfeitado com bandeirinhas de papel coloridos, folhas de palmeiras e coqueiros. O arraial fica cercado de barracas com as comidas típicas.
Por ser considerada uma “festa matuta”, ou seja, advindas da comemoração da colheita do milho, da roça, as pessoas costumam vestir-se de trajes tipicamente próprios para ocasião. As mulheres usam vestidos de chita com saias rodadas e muitos babados de rendas e fitas coloridas. Os homens usam calças com remendos coloridos, camisas estampadas ou xadrez, gravatas ou lenço no pescoço e chapéus de palha ou couro, apresentando-se, dessa forma, para as diversas danças.
Os festejos juninos concorrem também para dar impulso à economia local, como ocorre na cidade de Caruaru - PE e de Campina Grande – PB, através do turismo. Estas estão sempre em disputa pelo título de “Maior São João do Mundo” ou “ Melhor São João do Mundo”. Enquanto isso, Caruaru está consolidada no Guinness Book na categoria da maior Festa Country regional. Ambas cidades oferecem o forró pé-de-serra para se dançar o tradicional rela-bucho, executado ao som de instrumentos musicais característicos, a exemplo da zabumba, sanfona e o triângulo.

Origem da fogueira
De origem européia, a fogueira é tradição do conhecido São João brasileiro. As fogueiras juninas fazem parte de uma antiga tradição pagã. Na Finlândia, a maioria da população procura passar o São João ("Juhannus")  no campo, em lugares afastados da cidade, onde as fogueiras de São João são bastantes populares.  
Uma lenda católica tenta explicar o costume de se acender fogueiras no início do verão europeu. Conta-se que tal tradição provém de um acordo feito pelas primas Maria e Isabel. Para avisar a Maria sobre o nascimento de João Batista e ter seu auxílio após o parto, Isabel teria de acender uma fogueira sobre um monte. A tradição religiosa evidenciou a profanação, porque ao redor da fogueira são praticadas danças e adivinhações para as moças solteiras com pretensões de se casarem.

O uso de balões
Outra tradição é o uso do balão e fogos diversos.  Muito embora seja tradição o uso do balão, hodiernamente sua  prática é proibida por Lei, tendo em vista os perigos de incêndios e outros danos que podem vir a causarem. Tratava-se de uma tradição a soltura do balão para indicar que a festa iria começar. Geralmente se soltavam cinco a sete balões.
Entre estas tradições, os fogos de artifícios são bastante consumidos por seus espetáculos pirotécnicos, constituindo parte essencial desses festejos. Durante todo o mês de junho é comum, principalmente entre as crianças, a utilização dos fogos de artifícios que enquadram os traques, estrelinhas, cobrinhas, chuveiros, rojões, buscapés etc. A tradição popular dita o uso desses adereços que servem para despertar “São João Batista”.

As danças típicas
As danças típicas tornam-se a melhor parte das comemorações juninas. A quadrilha brasileira surgiu através do nome de uma dança de salão francesa executada por quatro pares, a "quadrille", que acontecia no início do século XIX . Era uma dança aristocrática. Hoje, com passos renovados e um rítimo frenético, as quadrilhas formaram grupos para a diversão ou apresentação em competições em várias cidades do Nordeste.
Além da quadrilha, outras danças são compartilhadas, tais como o xaxado, baião e o forró pé-de serra. Sendo essa última imensamente desfrutada e considerada como dança típica do sertão nordestino,  prestigiada o ano inteiro. 


 Pesquisa de:
* Maria Elizabeth Melo da Fonseca - Graduada em História pela UFPB. Especialista em História, Meio Ambiente e Turismo pela UNIPE. Professora da rede pública de ensino do município de João Pessoa e do Estado da Paraíba. Mestre do Programa de Pós-graduação em Ciências das Religiões – UFPB.

* Pedagoga, Coordenadora do Ensino Religioso e polo VIII da Secretaria Municipal de João Pessoa, Especialista e Mestre em Ciências das Religiões pela UFPB. Professora de Ensino Religioso aposentada pelo Estado da Paraíba.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

RELIGIÃO INDÍGENA

     

               
Entre os indígenas não há classes sociais como a do homem branco. Todos têm os mesmo direitos e recebem o mesmo tratamento. A terra, por exemplo, pertence a todos e quando um índio caça, costuma dividir com os habitantes de sua tribo. Apenas os instrumentos de trabalho (machado, arcos, flechas, arpões) são de propriedade individual. O trabalho na tribo é realizado por todos, porém possui uma divisão por sexo e idade. As mulheres são responsáveis pela comida, crianças, colheita e plantio. Já os homens da tribo ficam encarregados do trabalho mais pesado: caça, pesca, guerra e derrubada das árvores.
Duas figuras importantes na organização das tribos são o pajé e o cacique. O pajé é o sacerdote da tribo, pois conhece todos os rituais e recebe as mensagens dos deuses. Ele também é o curandeiro, pois conhece todos os chás e ervas para curar doenças. Ele que faz o ritual da pajelança, onde evoca os deuses da floresta e dos ancestrais para ajudar na cura. O cacique, também importante na vida tribal, faz o papel de chefe, pois organiza e orienta os índios. 
A educação indígena é bem interessante. Os pequenos índios, conhecidos como curumins, aprendem desde pequenos e de forma prática. Costumam observar o que os adultos fazem e vão treinando desde cedo. Quando o pai vai caçar, costuma levar o indiozinho junto para que este aprenda. Portanto a educação indígena é bem prática e vinculada a realidade da vida da tribo indígena. Quando atinge os 13 ou 14 anos, o jovem passa por um teste e uma cerimônia para ingressar na vida adulta.

Religião e vida pós morte

Cada nação indígena possuía crenças e rituais religiosos diferenciados. Porém, todas as tribos acreditavam nas forças da natureza e nos espíritos dos antepassados. Para estes deuses e espíritos, faziam rituais, cerimônias e festas. O pajé era o responsável por transmitir estes conhecimentos aos habitantes da tribo. Algumas tribos chegavam a enterrar o corpo dos índios em grandes vasos de cerâmica, onde além do cadáver ficavam os objetos pessoais. Isto mostra que estas tribos acreditavam numa vida após a morte.

As almas e a vida depois da morte
O mundo espiritual é muito presente entre os povos indígenas, pois é marcado pela busca de uma terra boa, um mundo onde não haverá sofrimento e nem morte.
Os povos tupis, em geral, e os Guarani, em particular, acreditam em três almas: a espiritual, responsável pelas boas inclinações; a animal, da qual derivam o temperamento e as más inclinações; e a sombra.
Quando a pessoa morre, a alma espiritual inicia a caminhada para a Terra sem Mal, enquanto a alma material fica vagando perto da aldeia ou no cemitério, onde foi enterrada, até que o corpo se decomponha. Por isso muitos Guarani evitam passar por esses lugares.
A morte violenta ou acidental é uma situação difícil para muitos desses povos, pois é uma situação em que não houve tempo para o falecido se preparar. Por isso sua alma pode interferir negativamente junto à comunidade. Isso também se vê na cultura brasileira, onde o local, onde alguém morreu de forma violenta ou num acidente, é marcado com uma cruz.
O culto das almas, que têm tanto espaço na religião popular, encontra aí uma de suas raízes.
O sonho é o momento em que a alma sai do corpo, indo para o Além, podendo entrar em contato com outras pessoas e outros lugares. A doença é a saída temporária da alma, sendo que a morte é a saída definitiva.
A busca do paraíso, chamado de Terra de Maíra ou Terra sem Mal, foi sempre muito forte entre os povos Tupi, levando-os a constantes migrações, sobretudo em épocas de crise social.

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quarta-feira, 20 de junho de 2012

O BUDISMO


É uma religião e filosofia fundamentada nos ensinamentos de Buda, e tem aproximadamente 2.500 anos. Ela tenta condicionar a mente de maneira a levá-la à paz, sabedoria, alegria, serenidade e liberdade. O budismo tem por objetivo trabalhar o espiritual do homem, pois um espírito sadio significa um corpo saudável.
O início do budismo está ligado ao hinduísmo, religião na qual Buda é considerado a encarnação ou avatar de Vishnu. Esta religião teve seu crescimento interrompido na Índia a partir do século VII, com o avanço do islamismo e com a formação do grande império árabe. Mesmo assim, os ensinamentos cresceram e se espalharam pela Ásia. Em cada cultura foi adaptado, ganhando características próprias em cada região.  
O seu fundador foi Siddhartha Guatama. Ele nasceu à realeza na Índia mais ou menos 600 anos antes de Cristo. Como a história conta, ele viveu e cresceu de forma bastante luxuosa; chegou até mesmo a se casar e ter filhos com pouca exposição ao mundo externo. Seus pais queriam que ele fosse poupado da influência à religião ou da exposição à dor e sofrimento. No entanto, não demorou muito até que o seu abrigo fosse “invadido” e ele viu rapidamente um homem idoso, um homem doente e um cadáver. Sua quarta visão foi a de um monge sereno e asceta (um que nega qualquer tipo de luxo e conforto). Ao ver a sua serenidade, Buda decidiu se tornar um asceta também. Ele abandonou sua vida de riquezas e afluência para ir atrás da iluminação através da austeridade. Ele era muito talentoso nesse tipo de auto-mortificação e meditação intensa e era visto como um líder entre os seus companheiros. Eventualmente ele permitiu que seus esforços culminassem em um gesto final. Ele cedeu à sua “indulgência” e comeu uma tigela de arroz e sentou embaixo de uma figueira (também chamada de árvore Boddhi) para meditar até atingir a iluminação ou até morrer. Apesar de tantas angústias e tentações, ao nascer do dia seguinte, ele tinha finalmente alcançado a iluminação à qual tanto almejava. Por isso ele ficou conhecido como o ‘ser iluminado’ ou ‘Buda’. Ele então pegou tudo o que tinha aprendido e começou a ensinar seus monges companheiros, com os quais já tinha alcançado grande influência. Cinco de seus companheiros se tornaram os primeiros de seus discípulos.

No Budismo temos:  ‘As Quatro Verdades Nobres’ – (1) viver é sofrer (Dukha), (2) sofrimento é causado pelo desejo (Tanha, ou “apego”), (3) uma pessoa pode eliminar sofrimento ao eliminar todos os apegos e desejos, e (4) isso é alcançado ao seguir-se o caminho das oito vias nobres. Esse caminho consiste de obter o entendimento correto, o pensamento correto, a palavra correta, a ação correta, o modo correto de existência (ser um monge), o esforço correto (direcionar as energias corretamente), a atenção correta (meditação) e a concentração correta (foco). 

Texto Sagrado: O principal livro sagrado budista consiste no Tripitaka, livro compartimentado em três conjuntos de textos que compreendem os ensinamentos originais de Buda, além do conjunto de regras para a vida monástica e ensinamentos de filosofia. A corrente do Budismo Mahayana ainda reconhece como códigos sagrados os Prajnaparamita Sutras (guia de sabedoria), o Lankavatara (revelações em Lanka) e o Saddharmapundarika (leis).

Vida pós-morte: A crença budista toma a reencarnação como verdade. O sistema budista de crença é baseado em quatro princípios ou verdades fundamentais: o sofrimento sempre se faz presente na vida; o desejo é a causa crucial do sofrimento; a aniquilação do desejo leva à aniquilação do próprio sofrimento; a libertação individual é atingida através do Nirvana. O Nirvana contraria-se à idéia do Samsara (o ciclo de nascimento, existência, morte e renascimento). Para os budistas, o caminho da libertação é atingido a partir do momento em que o ciclo do Samsara é quebrado. O rompimento do ciclo da vida é justamente o Nirvana, o qual pode ser alcançado através de passos: a compreensão correta, o pensamento correto, o discurso correto, a ação correta, a vivência correta, o esforço correto, a consciência correta, a concentração correta. Todos estes passos são perseguidos através da auto-disciplina e da meditação, além de exercícios espirituais.

O Budismo - hoje em dia, a maior concentração de seguidores budistas localiza-se na região do leste asiático. É importante estar ciente de que o Buda nunca se considerou um deus ou um ser divino de qualquer forma. Ao contrário, ele se considerava uma pessoa que “mostrava o caminho” para outras pessoas. Apenas depois de sua morte ele foi exaltado a uma figura divina por alguns de seus seguidores, mas nem todos os seus seguidores o enxergaram assim.


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terça-feira, 19 de junho de 2012

A UMBANDA

A Umbanda é uma religião milenar e brasileira em suas origens. O termo Umbanda nunca existiu em outro lugar fora do Brasil. A palavra Umbanda é derivada da palavra AUM-BHAN-DAN que significa o Conjunto das Leis Divinas. Foi revelada aos primeiros habitantes da Terra (Raça Vermelha), há aproximadamente 1 milhão de anos por seres de grande evolução que encarnaram na Terra com a finalidade de incrementar o ciclo evolutivo deste planeta.
Com o passar dos tempos esses seres evoluídos saiam do processo de reencarnação e voltavam para seu ciclo de evolução normal em seus lugares de origem.
AUMBHANDAN surgiu no Planalto Central Brasileiro e com o passar do tempo foi levada ao resto do mundo. Foi neste período que os fundamentos de AUMBHANDAN passaram a ser deturpados, pois começaram a ocorrer encarnações de seres cósmicos de baixa evolução.
Perderam-se os valores morais e intelectuais, onde as Leis Divinas foram ignoradas e substituídas pelas próprias Leis dos Homens.
Após muitos e muitos anos, depois dos valores de AUMBHANDAN terem chegado quase ao fim, o Astral Superior achou por bem resgatar toda a sua tradição.
Iniciou-se o Movimento Umbandista, idealizado há cerca de 500 anos pelo Plano Astral, na época do descobrimento do Brasil. A partir daí era esperar o momento certo para a UMBANDA renascer.
No início do século XV, período da colonização brasileira, mais de quatro milhões de negros africanos cruzaram o Atlântico para tornarem-se escravos na colônia portuguesa. Oriundos de diferentes regiões da África, entravam no país, através de navios negreiros, principalmente pelos portos do Rio de Janeiro, de Salvador, do Recife e de São Luís do Maranhão, trazendo na bagagem a cultura africana.
Para evitar que houvesse rebeliões, os senhores brancos agrupavam os escravos em senzalas, sempre evitando juntar os originários de mesma nação. Por esse motivo, houve uma mistura de povos e costumes, que foram concentrados de forma diferente nos diversos estados do país. Os escravos possuíam suas próprias danças, cantos, santos e festas religiosas. Aos poucos, eles foram misturando os ritos católicos presentes com os elementos dos cultos africanos, na tentativa de resgatar a atmosfera mística da pátria distante.
Uma das religiões mais praticadas no Brasil, com maior propagação na Bahia e no Rio de Janeiro, a Umbanda brasileira começou a ser formada por volta de 1530, com a mistura de concepções religiosas trazidas pelos negros da África, na época da escravidão.
Em 1898, após a abolição da escravatura, uma entidade chamada Caboclo Curugussú preparava o ambiente Astral do Brasil para a reimplantação do AUMBHANDAN.
O primeiro terreiro foi fundado em 1908 através de Zélio Fernandino de Moraes. 
Na época com 17 anos, Zélio, que fazia parte de uma família tradicional de Niterói, RJ, incorporava o chamado Caboclo das Sete Encruzilhadas e foi o responsável pela formação de sete tendas que acabaram difundindo a Umbanda. Todas as tendas funcionavam sob o lema: "manifestação do espírito para a caridade" e usavam rituais simples com cânticos baixos e harmoniosos.
Quem estuda o movimento religioso chamado Umbanda Popular ou simplesmente Umbanda, apercebe-se de imediato da intensa mistura de conceitos esotéricos de outras religiões, como que embutidos em sua elástica doutrina ainda não codificada. São conceitos esotéricos Egípcios, Sumerianos, Caldeus, Brahmânicos, Védicos, Hebreus, Cristãos, Católicos, Tupi-Guaranis e Africanos, consubstanciados na Astrologia, Reencarnação, Karma, Chackram, Prâna, Cabala, Jesus, Anjos, Arcanjos, Santos, Diabo, Defumação, Ervas, Fumo, Caboclos, Orixás, Axés, Guias e Pretos-Velhos. Todos estes conceitos esotéricos se fundem em uma imensa "salada religiosa", praticada por mais de 50.000.000 de brasileiros, de uma forma ou de outra.
AUM-BHAN-DAN: O Conjunto das Leis Divinas
O Círculo de Estudos Umbandísticos "ORDEM DO CÍRCULO CRUZADO", sob a responsabilidade de Mestre Itaoman, conforme consta no livro "Pemba, a Grafia Sagrada dos Orixás", da Editora Thesaurus, exprime o AUM-BHAN-DAN sob a forma de dez conceitos:
1º Conceito Básico: Deus.
2º Conceito Básico: O Espírito - A Energia - O Espaço Cósmico.
3º Conceito Básico: O Plano Espiritual.
4º Conceito Básico: O Livre Arbítrio e a Lei de Causa e Efeito.
5º Conceito Básico: O Caos e a Criação do Universo Astral.
6º Conceito Básico: O Aumbhandan é a Via de Reascensão Regida pelos Médiuns Divinos: Os Arashas (ORIXÁS).
7º Conceito Básico: A Vida é Purificação e a Morte um Intervalo.
8º Conceito Básico: A Soma de Ações Individuais.
9º Conceito Básico: As Reencarnações.
10º Conceito Básico: A Lei Revelada: A Corrente Astral de Aumbhandan.

Fontes:
http://filhosdefee.blogspot.com.br
https://www.google.com.br
http://confraria.da.luz.sites.uol.com.br

domingo, 17 de junho de 2012

O CANDOMBLÉ


        
O termo "candomblé" era usado inicialmente para designar apenas certo tipo de dança, mas passou a significar também o próprio ritual religioso dos negros africanos. A principal diferença entre os vários tipos de candomblé existentes no Brasil é a origem étnica. Existem, entretanto, quatro características comuns e importantes para caracterizá-lo como de origem africana: a possessão pela divindade, o caráter pessoal da divindade, o oráculo e o despacho de Exu.
O Candomblé no Brasil surgiu através da diáspora negra, ou seja, com a importação de escravos negros oriundos de diversas cidades Africanas. Essa religião como conhecemos hoje no Brasil não existe em outros países, pois devido a união de diversos escravos de diferentes regiões numa mesma senzala criou-se miscigenação de fundamentos dando origem ao nosso Candomblé. Na África cada região cultua um determinado orixá. No Brasil uma roça de candomblé cultua vários orixás.
O candomblé na África é totalmente patriarcal. No Brasil esta religião tornou-se matriarcal com várias mães de santo na frente do conhecimento. Foram através do pulso forte destas mães que se constituiu o candomblé brasileiro, preservando tradições africanas. A história mostra que nas primeiras casas de candomblé no Brasil, homens eram proibidos de entrar no xiré (roda de dança para os orixás).
O candomblé é uma religião africana trazida para o Brasil no período em que os negros desembarcaram para serem escravos. Nesse período, a Igreja Católica proibia o ritual africano e ainda tinha o apoio do governo, que julgava o ato como criminoso, por isso os escravos cultuavam seus Orixás, Inquices e Vodus omitindo-os em santos católicos.
Os orixás, para o candomblé, são os deuses supremos. Possuem personalidade e habilidades distintas, bem como preferências ritualísticas. Estes também escolhem as pessoas que utilizam para incorporar no ato do nascimento, podendo compartilhá-lo com outro orixá, caso necessário.
O candomblé não pode ser igualado à umbanda, pois não há incorporação de espíritos, já que os orixás que são incorporados são divindades da natureza; enquanto na umbanda, as incorporações são feitas através de espíritos encarnados ou desencarnados em médiuns de incorporação. Existem pessoas que praticam o candomblé e a umbanda, mas o fazem em dias, horários e locais diferentes.

 Ritos
Os rituais do candomblé são realizados em templos chamados casas, roças ou terreiros que podem ser de linhagem matriarcal (quando somente as mulheres podem assumir a liderança), patriarcal (quando somente homens podem assumir a liderança) ou mista (quando homens e mulheres podem assumir a liderança do terreiro). A celebração do ritual é feita pelo pai de santo ou mãe de santo, que inicia o despacho do Exu. Em ritmo de dança, o tambor é tocado e os filhos de santo começam a invocar seus orixás para que os incorporem. O ritual tem no mínimo duas horas de duração.
É o Candomblé de onde se originou o  Samba, que tomou emprestado o próprio nome, que em Kimbundo significa "oração". É também origem do "Samba de roda", que  era feito como recreação, principalmente pelas mulheres, após os afazeres rituais, dançando e cantando dizeres em sua maioria jocosos e galhofeiros. Mais tarde assimilado pelo Samba de Caboclos, aí já em sua versão mais “abrasileirada” como um culto ameríndio que era feito pelos Caboclos, aí já incorporados em seus "cavalos" e já em idioma aportuguesado com versos chamados de "sotaque".  Isto, porque quase sempre eram parábolas ou charadas que poucos entendiam. muito em voga ainda hoje.


  
Fontes:
http://www.espiritualismo.hostmach.com.br
http://www.ileode.com.br
http://www.brasilescola.com

O CRISTIANISMO

       
É a maior religião do mundo. É monoteísta e se baseia na vida e nos ensinamentos de Jesus de Nazaré considerado o salvador da humanidade. O Cristianismo tem aproximadamente 2,2 bilhões de adeptos.  Sua predominância está na Europa, América e Oceania. O cristianismo é uma religião abraâmica, da mesma forma que o Islamismo e o Judaísmo.
Os seguidores de Jesus são chamados de “cristãos”; tal denominação foi utilizada pela primeira vez em Antioquia, uma colônia militar grega. Essa religião surgiu na Palestina, região sob o domínio romano desde 64 a.C. Tem como origem a tradição judaica de crença na vinda de um Messias, o redentor, o salvador, o filho de Deus, cuja vinda seria uma redenção para todos aqueles que acreditassem nele.
Jesus Cristo nasceu em Belém, Judéia (Palestina), por volta do ano 6 a.C. Seus ensinamentos morais, como o amor a Deus e ao próximo, fizeram com que sua vida passasse a ser um exemplo a ser seguido. Aos 33 anos, Jesus morreu crucificado injustamente e ressuscitou após o terceiro dia. É a partir da sua morte que se criou toda a tradição que gerou o Cristianismo. Ela foi obra primeiramente dos apóstolos, que se encarregaram de disseminar a nova doutrina, destacando-se Pedro - apontado por Jesus como o responsável pela fundação de sua igreja - e Paulo, que deu ao Cristianismo um sentido universal, tornando-o acessível a todos os povos pagãos (não cristãos) e descaracterizando-o como privilégio de um povo supostamente eleito por Deus.
Duramente perseguidos, os cristãos tiveram de criar uma estrutura bastante sólida de organização como forma de sobreviver. No plano local, os presbíteros cuidavam de atender às necessidades espirituais dos fiéis. Surgiram, posteriormente, os bispos, encarregados de comandar a atividade dos religiosos em cada província sob sua autoridade. Essa estrutura, contando ainda com os metropolitas (bispos de capitais provinciais) e patriarcas (bispos das grandes cidades), era centralizada na figura do bispo de Roma, o papa.
       Assim, forjava-se uma estrutura centralizadora e altamente organizada, capaz de manter a coesão entre os fiéis e entre o próprio clero. As perseguições acabaram por fortalecer o Cristianismo. Seus adeptos uniram-se, aceitando o martírio sem hesitação, na certeza da salvação, e seu exemplo fez novos e numerosos adeptos, especialmente em uma época de crise e de falência dos poderes públicos. Mais do que isso, o Cristianismo era a única opção de consolo espiritual para a grande massa de miseráveis que o Império produzia.
Existem três ramos do Cristianismo: Protestantismo, Catolicismo e Igreja Ortodoxa. Em razão disso, existem, também, diferentes concepções e aspectos em cada um deles. Contudo, de forma universal, podemos afirmar que os adeptos ao Cristianismo crêem na existência de um Deus, criador do universo; de Jesus Cristo, elemento central da religião, considerado o redentor da humanidade; e da vida após a morte.
O Cristianismo se difundiu grandemente pela Ásia, Europa e África. A religião cresceu tanto que, no ano de 313, o imperador Constantino concedeu aos cristãos a liberdade de culto; e em 392, foi considerada a religião oficial do Império Romano.

Livro Sagrado: É a Bíblia Sagrada, composta pelo Antigo e pelo Novo Testamento. A primeira parte conta a história da criação do mundo, das leis, tradições judaicas, etc. Já o Novo Testamento conta a vida de Jesus, como os cristãos primitivos viviam.
Seus Ritos: Como existe divisão entre Igrejas Cristãs, por isso há divergências em seus rituais. Entretanto estes são comuns a todas embora com suas diferenças, como: Oração, casamento, batismo, ceia, culto, vida e morte. O catolicismo usa em seus ritos também "Os Sacramentos".
Ethos: A Ética Cristã não exclui a razão, mas aplica-se à obediência a Cristo. Na sua essência é normativa, enquanto a Ética secular é descritiva. A Ética Cristã é também ensino, mandamento, diretriz, enquanto os costumes são variáveis e flexíveis. Os Dez Mandamentos constituem o primeiro tratado de ética dado pelo Senhor com o propósito de regular o comportamento humano no cumprimento dos seus deveres para com Deus, para com o próximo e para consigo próprio. A Ética Cristã é normativa porque se baseia em normas estabelecidas pelo Criador.
Vida pós morte: Os cristãos, acreditam na Ressurreição. Os protestantes crêem na existência de céu e inferno, enquanto os católicos afirmam existir céu, inferno, purgatório e limbo.

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sábado, 16 de junho de 2012

O JUDAISMO



Das grandes religiões monoteístas existentes no mundo, o judaísmo é a de raízes mais antigas. De seu seio surgiu o cristianismo.
O Judaísmo é uma religião que tem como protagonista não um indivíduo mas um povo, o povo hebraico, o povo eleito, escolhido por Deus para iluminar à todos. É uma religião formada por alguns milhões de pessoas (cerca de 18 milhões) que continuam na diáspora (ou exílio = espalhados pelo mundo sem pátria) à espera da vinda do Salvador, que estabelecerá no mundo o Reino de Deus. A maior parte está nos Estados Unidos, cerca de 8 milhões e em Israel, Estado constituído em 1948.
A história do Judaísmo começa com o chamado de Abraão, que por volta de 1850 a.C. deixou a Síria para se estabelecer na terra de Canaã, atual Israel. Com a morte de Abraão, Jacob e os seus 12 filhos emigraram para o Egito à procura de melhores condições de vida e de pastagens para os animais. 
Com o passar do tempo, foram tratados como escravos e obrigados a construir cidades e silos para armazenagem do cereal. A escravidão durou até 1300 ou 1200 a.C. quando, guiado por Moisés, o povo judeu conseguiu libertar-se e, passando através do Mar Vermelho, regressaram novamente a Canaã. 
A Bíblia é a referência para entendermos o caminhar deste povo. De acordo com as escrituras sagradas, por volta de 1800 a.C, Abraão recebeu uma sinal de Deus para abandonar o politeísmo e para viver em Canaã (atual Palestina). Isaque, filho de Abraão, tem um filho chamado Jacó. Este luta num certo dia, com um anjo de Deus e tem seu nome mudado para Israel. Os doze filhos de Jacó dão origem as doze tribos que formavam o povo judeu. Por volta de 1700 a.C. o povo judeu migra para o Egito, porém são escravizados pelos faraós por aproximadamente 400 anos. A libertação do povo judeu ocorre por volta de 1300 a.C. A fuga do Egito foi comandada por Moisés, que recebe as tábuas dos Dez Mandamentos no monte Sinai. Durante 40 anos ficam peregrinando pelo deserto, até receber um sinal de Deus para voltarem para a terra prometida, Canaã.
Jerusalém é transformada num centro religioso pelo rei Davi. Após o reinado de Salomão, filho de Davi, as tribos dividem-se em dois reinos : Reino de Israel e Reino de Judá. Neste momento de separação, aparece a crença da vinda de um messias que iria juntar o povo de Israel e restaurar o poder de Deus sobre o mundo.
Jesus e os seus familiares pertenciam ao povo judeu. Também os seus Apóstolos. Sendo tão grande o património espiritual comum aos Cristãos e aos Judeus, deve existir um maior conhecimento entre ambos e uma  estima mútua.
A história do povo Judeu é também uma história de diásporas, isto é, de exílios. Entre 500 a.C. e 100 d.C., sucederam-se, em Israel, as dominações estrangeiras: primeiro os babilónicos, depois os persas, depois Alexandre Magno, os remos gregos, e por fim os Romanos. Nos séculos seguintes, a diáspora continuou cada vez mais intensa. Os livros da história recordam a expulsão dos Judeus de Espanha, em 1494 e o extermínio pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. 
O Judaísmo é, em sentido restrito, a religião dos antigos hebreus, hoje chamados judeus ou israelitas, e, num sentido mais amplo, compreende todo o acervo não só de crenças religiosas, como também de costumes, cultura e estilo de vida dessa comunidade étnica, mantido com constância e flexibilidade ao longo das vicissitudes de cerca de quarenta séculos de existência.
Para o povo judeu, o conceito de história não se limita a uma sucessão de eventos e seu relato. A história judaica, em seus primórdios, é uma história sagrada, que começa com a escolha do povo por Deus (Iavé) e se orienta para o cumprimento da promessa divina de que, por meio desse povo, Deus beneficiará todas as nações. No decurso dessa história, os sábios judeus incorporaram aos livros sagrados um amplo corpus de textos que atualmente constituem o fundamento de sua religião. 
O Deus apresentado pelo Judaísmo é uma entidade viva, vibrante, transcendente, onipotente e justa. Entre os homens, por sua vez, existem laços fraternos, e o dever do ser humano consiste em "praticar a justiça, amar a misericórdia e caminhar humildemente nas sendas divinas". 

Livro Sagrado: A Torá ou Pentateuco, de acordo com os judeus, é considerado o livro sagrado que foi revelado diretamente por Deus. Fazem parte da Torá : Gênesis, o Êxodo, o Levítico, os Números e o Deuteronômio. O Talmude é o livro que reúne muitas tradições orais e é dividido em quatro livros: Mishnah, Targumin, Midrashim e Comentários.


Ritos:  A prática da religião está presente no dia-a-dia do judeu. Ela se estende até sua alimentação, que deve ser kosher, ou seja, livre de comidas impuras (certas carnes, como a suína, entre outras substâncias, não são permitidas). 
-Outro hábito arraigado é a observação do Shabat, o dia do descanso, que se estende do pôr-do-sol da sexta-feira até o pôr-do-sol do sábado, e que é celebrado com rezas, leituras e liturgias na Sinagoga, o templo judaico.  
-Entre os rituais, podemos citar ainda a circuncisão dos meninos
( aos 8 dias de vida ) e o Bar Mitzvah que representa a iniciação na vida adulta para os meninos e a Bat Mitzvah para as meninas
( aos 12 anos de idade ).
-Os homens judeus usam a kippa, pequena touca, que representa o respeito a Deus no momento das orações.
-Nas sinagogas, existe uma arca, que representa a ligação entre Deus e o Povo Judeu. Nesta arca são guardados os pergaminhos sagrados da Torá.


Festas Judaícas: As datas das festas religiosas dos judeus são móveis,pois seguem um calendário lunisolar.As principais são as seguintes:
Purim -os judeus comemoram a salvação de um massacre elaborado pelo rei persa Assucro.
Páscoa (Pessach) comemora-se a libertação da escravidão do povo judeu no Egito, em 1300 a.C.
Shavuót - celebra a revelação da Torá ao povo de Israel, por volta de 1300 a.C.
Rosh Hashaná - é comemorado o  Ano-Novo judaico.
Yom Kipur - considerado o dia do perdão. Os judeus fazem jejum por 25 horas seguidas para purificar o espírito.
Sucót -  refere-se a peregrinação de 40 anos pelo deserto, após a libertação do cativeiro do Egito.
Chanucá - comemora-se o fim do domínio assírio e a restauração do tempo de Jerusalém.
Simchat Torá - celebra a entrega dos Dez Mandamentos a Moisés.


Ethos: O Judaísmo é uma crença monoteísta que se apóia em três pilares: na Torá, nas Boas Ações e na Adoração. Por ser uma religião que supervaloriza a moralidade, grande parte de seus preceitos baseia-se na recomendação de costumes e comportamentos "retos". 


Vida pós morte: O judaísmo crê na sobrevivência da alma, mas não oferece um retrato claro da vida após a morte, e nem mesmo se existe de fato. É uma religião que permite múltiplas interpretações. Algumas correntes acreditam na reencarnação, outras na ressurreição dos mortos. Enquanto a reencarnação representa o retorno da alma para um novo corpo, a ressurreição é definida como o retorno da alma ao corpo original.Para os judeus, a lei permite à pessoa que vai morrer pôr a sua casa em ordem, abençoar a família, enviar mensagem aos que lhe parecem importantes e fazer as pazes com Deus. A confissão in extremis é considerada importante elemento na transição para o outro mundo.

Fontes: 
http://www.ensinoreligioso.seed.pr.gov.br
http://www.suapesquisa.com
http://br.answers.yahoo.com 
http://www.portalsaofrancisco.com.br

sexta-feira, 15 de junho de 2012

O HINDUISMO

O Hinduísmo é uma das religiões mais antigas do mundo. Não há um fundador desta religião, ao contrário de tantas outras - no Islamismo, por exemplo, temos Maomé, e no Budismo, o próprio Buda. O Hinduísmo, na verdade, se compõe de toda uma intersecção de valores, filosofias e crenças, derivadas de diferentes povos e culturas.
Para compreender o Hinduísmo, é fundamental situá-lo historicamente. Por volta de 3 000 a.C., a Índia era habitada por povos que cultuavam o Pai do Universo, numa espécie de fé monoteísta. Pouco depois, em 2 500 a.C., floresceu a civilização dravídica, no vale do rio Indo, região que hoje corresponde ao Paquistão e parte da Índia. Os drávidas eram adeptos de uma filosofia de louvor à natureza, de orientação matriarcal e baseada no princípio da não-violência. Porém, em 1 500 a.C., os arianos invadiram e dominaram aquela região, reduzindo os antigos drávidas à condição de "párias" - espécie de sub-classe social, que até hoje permanece sendo a casta mais baixa da pirâmide social indiana.
 
Hinduísmo Védico e Hinduísmo Bramânico
 
Na primeira fase do Hinduísmo, que recebe o nome de Hinduísmo Védico, temos o culto aos deuses tribais. Dyaus, ou Dyaus-Pitar ("Deus do Céu", em sânscrito), era o deus supremo, consorte da Mãe Terra. Doador da chuva e da fertilidade, ele gerou todos os outros deuses. O Sol (Surya), a Lua (Chandra) e a Aurora (Heos) eram os deuses da luz. Divindades menores e locais são as árvores, as pedras, os rios e o fogo. A partir da influência ariana, o simbolismo de Dyeus passou por uma transformação e tornou-se Indra, jovem divindade que rege a guerra, a fertilidade e o firmamento. Indra representa os aspectos benevolentes da tempestade, em contraposição a Rudra, provável precursor do deus Shiva, o destruidor. Também nesse período surgiram diversas outras divindades, inclusive Asura, representante das forças maléficas.
Na segunda fase do Hinduísmo, que recebe os nomes de Vedanta (fim dos Vedas) ou Hinduísmo Bramânico, ocorre a ascensão de Brahma, a divindade que simboliza a alma universal. Brahma é um dos deuses que compõem o Trimurti (Trindade) do Hinduísmo. Ele representa a força criadora. Os dois outros deuses são Vishnu, o preservador, e Shiva, o destruidor. Neste momento, surge a figura dos brâmanes, que compõem a casta sacerdotal da tradição hindu. Os rituais ganham uma série de componentes mágicos e elaboram-se idéias mais complexas acerca do Universo e da alma, inclusive conceitos como o de reencarnação e o de transmigração de almas.
A terceira fase No século 12, a Índia é invadida pelos muçulmanos, e grande parte de sua população é forçada à conversão. Aliás, o termo hindu designava qualquer pessoa nascida na Índia, mas a partir do século 13 este termo ganhou uma conotação religiosa, tornando-se sinônimo de "nativo não-convertido ao Islamismo".
A influência muçulmana se faz sentir dentro da ritualística hindu, pois uma das características marcantes do Hinduísmo é sua capacidade de absorver novos elementos e agregá-los ao seu sistema de crenças. Isso também ocorre quando, no século 18, o Cristianismo se insere no universo indiano, pela influência predominante dos colonizadores franceses.
Este Hinduísmo híbrido também se divide em várias correntes, cujos expoentes são gurus como Sri Ramakrishna (1834-86), Vivekananda (1863-1902) e Sri Aurobindo (1872-1950). O que essas correntes têm em comum é a preocupação em estender o trabalho espiritual ao âmbito social, por meio de trabalhos filantrópicos e assistenciais.
Por força dessa nova fase, a própria organização social da Índia - em sistema de castas -, começa a perder o sentido, pois existe um clamor ético por igualdade e solidariedade. O maior mestre do Hinduísmo moderno é Mahatma Gandhi (1869-1948), conhecido no Ocidente como chefe político, mas venerado na Índia como guru espiritual. Gandhi, adepto da Ahimsa (o princípio da não-violência), apregoava a importância do homem exercer perfeito controle sobre si mesmo.
Hoje, o Hinduísmo é a crença predominante na Índia. Mais do que uma religião, ele se caracteriza como uma tradição cultural, que engloba modo de viver, ordem social, princípios éticos e filosóficos.

Livro Sagrado: É o conjunto chamado os livros dos Vedas, está escrito em sânscrito védico, que é uma lingua indo-européia. O principal livro do hinduísmo se chama Bhavagad Gita que ressalta (“A Canção do Senhor”), o texto sagrado mais popular do Hinduísmo, é uma síntese das filosofias da Índia e uma das obras-primas da literatura religiosa universal. Em cinco encontros se buscará compreender sua estrutura - dezoito capítulos dentro do épico “Mahabharata” (Século 5º a.C.) da autoria de Vyasa -, e o contexto histórico/mitológico da batalha de Kurukshetra; analisar os elementos ligados à vida ativa, à vida contemplativa e à vida contemplativa’ativa, além de conhecer a influência deste texto sobre o Ocidente.
Ritos: 
Nascimento: Quando nasce um bebê hindu, ele é ritualmente lavado e a palavra sagrada "OM" é escrita com mel em sua língua. Outro importante ritual é o de dar o nome ao bebê, ou namkaran.
Casamento: A cerimônia de casamento hindu pode durar até 12 dias, com festas, danças e rituais religiosos. O principal ritual acontece à noite. O casal anda em volta de um fogo sagrado e dá sete passos, cada um simbolizando um aspecto de sua vida a dois.
Morte:Os hindus tradicionalmente são cremados em uma pira aberta, acesa pelo filho mais velho do falecido. Os ossos são jogados na água, para purificá-los e libertar o espírito da pessoa.
A visão hindu de vida após a morte é centrada na idéia de reencarnação.
Para os hinduístas, a alma se liga a este mundo por meio de pensamentos, palavras e atitudes. Quando o corpo morre ocorre a transmigração. A alma passa para o corpo de outra pessoa ou para um animal, a depender das nossas ações, pois a toda ação corresponde uma reação - Lei do Carma. Enquanto não atingimos a libertação final - chama de moksha -, passamos continuamente por mortes e renascimentos. Este ciclo é denominado Roda de Samsara, da qual só saímos após atingirmos a Iluminação.
No hinduísmo, a alma pode habitar 14 níveis planetários distintos (chamadosa Bhuvanas) dentro da existência material, de acordo com seu nível de consciência. Quando se liberta, a alma retorna ao verdadeiro lar, um mundo onde inexistem nascimentos e mortes.
Os hindus possuem crenças distintas, mas todas são baseadas na idéia de que a vida na Terra é parte de um ciclo eterno de nascimentos, mortes e renascimentos. 
Ethos: A ética hinduísta consiste em quatro noções: é preciso aspirar à virtude, mesmo em detrimento de certos bens materiais; a virtude é a prática da não-violência; tem que sofrer pelos outros; e os vícios conduzem ao destino demoníaco que é a vida transmigrante.

VEJA MAIS:
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