O QUE SE PASSA NAS ESCOLAS

MAPER- GPER

1- Atividade de Aprendizagem em Ensino Religioso nos Anos Iniciais

Ampliar imagemDe acordo com as estagiárias do Curso Ciências da Religião: bacharelado e licenciatura em Ensino Religioso da Universidade de São José - USJ, do Município de São José/SC, o Ensino Religioso pode contribuir na construção de valores e princípios baseados no respeito e reconhecimento da identidade cultural e religiosa do outro, por isso, resolveram trabalhar no estágio da graduação a alteridade com a intenção de identificar que todo ser humano interage e interdepende do outro para se relacionar, mesmo que existam diferenças físicas, sociais, culturais e religiosas, mostrando que pode existir o respeito a si e ao outro, e que essas relações são fundamentais na construção da cidadania.
 
2- Feira do conhecimento 2011
 
 
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Esta mostra é o coroamento do trabalho desenvolvido ao longo do ano de 2011, com o apoio dos pais, que compreenderam a importância do ensino religioso como área do conhecimento.
Quando eu iniciei na escola somente a disciplina de Artes participava da feira, mas após o esclarecimento junto à coordenação, da importância desta disciplina, consegui este espaço para expor um pouco dos nossos estudos desenvolvidos ao longo do ano.
Trabalho com turmas do primeiro nível do ensino fundamental. Escolhi alguns temas para cada turma: o 1º ano estudou os animais sagrados de diversas religiões, através de aula expositiva e pintura de desenhos, além de brincadeiras cantadas, com letras sobre os animais.
Todos os conteúdos de 2º anos expostos na feira foram trabalhados em todas as turmas, apenas em separei na hora da feira para efeito de exposição e para não ficar repetitivo.
Uma turma de 2º ano estudou os lugares sagrados através de exposição dialogada e confecção de maquetes com sucatas. As crianças desenvolveram trabalho a partir de fotos dos templos.
Foram trabalhados os seguintes lugares sagrados: vulcão, mesquita, Igreja Católica, Igreja Evangélica, templo budista, centro espírita, templo do Candomblé, casa de reza indígena.
O templo budista Budista Nishi Hongwanji de Curitiba reproduzido nesta maquete foi visitado pelas turmas de 2º anos,o que torna esta maquete muito significativa, pois foi um lugar que eles realmente conhecem.
Foi um momento único, pois as crianças tiveram contato com outra cultura, a japonesa, e se encantaram diante da diversidade.
Apesar da maioria das crianças serem evangélicas, outra parcela católica, e outra parcela sem religião, não houve qualquer objeção ao passeio, havendo total compreensão que a nossa proposta era o conhecimento e não à conversão ou catequese.
A maquete do Rio Ganges também foi muito significativa, pois os alunos se encantaram pelo Hinduísmo. Trabalhei um pouco sobre a cultura, alguns deuses, pintura do terceiro olho, e oficina de dança indiana, além do cumprimento Namastê, que até hoje as crianças gostam de repetir. Também trabalhei uma música ensinada nos cursos oferecidos pela ASSINTEC, que é assim:
“Muita paz, muita luz, muito amor eu quero te dar
Muita paz, muita luz, muito amor
Namastê, Namastê,Namastê,”

Também fizemos a dobradura da mãe vaca, e houve discussão sobre o vegetarianismo. As crianças se encantaram com as aventuras de Khrisna, e sua batalha contra o mal.
Trabalhei também a ISKON, e o movimento Hare Khrisna, as crianças surpreenderam-se com as roupas coloridas e com a rígida disciplina diária que eles seguem.
A maquete da mesquita foi o resultado do trabalho desenvolvido depois de estudarmos um pouco sobre o Islamismo. Os alunos gostaram da história de Maomé, e acharam interessante o fato de as mulheres usarem roupas compridas e lenço nos cabelos, e também a posição em que eles rezam, a importância da cidade de Meca. Outro fato que chamou muito a atenção foi a quantidade de orações que eles realizam por dia: cinco vezes, as crianças chegaram a conclusão que rezam pouco.
Trabalhei uma música do grupo americano Native Deen, “My faith is my voice” cujos membros são muçulmanos e trabalham, através do hip-hop, contra o preconceito.
Em outra turma de 2º ano, trabalhei as mulheres no sagrado, compreendendo o valor da mulher dentro das religiões, tanto no papel de fundadoras, como Aimée Mc Person, fundadora da Igreja Quadrangular, como no papel de divindades, como Nanã, orixá do Candomblé, também Maria, símbolo da maternidade e do amor. A metodologia foi exposição dialogada, músicas referentes ao tema, histórias, desenhos, até chegarmos às esculturas feitas com garrafas pet, bola de isopor, tecidos e lãs.
Os alunos basearam-se em figuras das mulheres para a confecção das esculturas, e houve muito interesse, principalmente na escultura da Nossa Senhora Aparecida, pois nesta turma, havia um grande número de crianças católicas. Um depoimento de uma aluna me emocionou e mostrou que estou no caminho certo, o da diversidade, ela disse: “Eu não acredito na Maria, sou evangélica, mas tem alguma coisa no olhar dela, não sei, é bonito, tem paz, é diferente”.
Fiquei muito emocionada, pois o nosso objetivo dentro da disciplina é este mesmo, o maravilhar-se diante do diferente, preservando as suas convicções.
Foram confeccionadas esculturas de Nanã, Iemanjá, Nossa Senhora Aparecida, Laksmi, Aimée Mc Person, Maria,mãe de Jesus e Amaterasu.
Outra turma trabalhou os símbolos sagrados, confeccionados em areia colorida, colada no papelão. Trabalhamos os seguintes símbolos e seus significados: lua crescente, chave da vida, cruz vazia, cruz com Jesus, estrela de Davi, estrela de nove pontas, sol, enkan, símbolo da igreja messiânica mundial, lua cheia.
Este tema inicia-se no segundo ano e é aprofundado no terceiro ano.
É um trabalho maravilhoso, que me dá muita satisfação pessoal e profissional.
Em outra turma, confeccionamos o cartaz das religiões estudadas durante o ano. Cada criança coloriu uma folha. Trabalhei a diversidade ate neste momento, pois existem folhas de diferentes cores, apesar de serem do mesmo formato. Depois as crianças colaram o nome das religiões.
 
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OBS:  Pesquisado no site do GPER

Comentários

  1. Querida Maria José,

    Depois de alguns meses, senão já um ano ou mais, volto a fazer contato, e desta vez para compartilhar novidades e também para pedir sua ajuda em uma questão. Mas, primeiro, quero te agradecer por teres plantado em mim uma semente de amor pelo Ensino Religioso (didático, 'formal'). Minha caminhada no ER começa com a sua disposição de me ajudar com um trabalho, solicitando meu currículo para levar à SEEC João Pessoa. E, no tempo certo (podemos dizer, no tempo - kairós - de Deus) recebi um contato da Regina pra saber se havia interesse da minha parte por assumir algumas aulas de ER na rede municipal. Aceitei substituir a Profº. Socorro (se não me engano) na Escola José Américo e, também assumir as aulas na Escola Tharcilla Barbosa da Franca (no Grotão). No ano seguinte continuei na "Tharcilla" e também assumi as aulas na Escola Violeta Formiga. Muitos desafios!! Muitas experiências!!! Muito crescimento!!!! E a vontade de continuar em sala de aula me fez querer concorrer a uma vaga em concurso público na cidade de Patos - PB. Muitas dificuldades para fazer o concurso, mas, enfim estava lá em agosto de 2010 fazendo a prova objetiva, cheio de expectativas com o resultado e o futuro como professor de ER naquela cidade.
    Um ano e três meses se passaram depois do resultado positivo da prova objetiva, na qual obtive a 2ª colocação, e da prova de títulos (que fiquei em 9º lugar), até que saiu minha convocação para a posse.
    Dia 16 de abril de 2012, às 19h, na Associação Comercial e Industrial de Patos, foi realizada a cerimônia de entrega da Portaria de Nomeação e respectiva assinatura do Termo de Compromisso e Posse.
    Serão 20 h/aula semanais a cumprir.
    Estou lotado na Escola Municipal de Ensino Fundamental Firmino - CIEP III, no bairro
    de Jatobá, com 10 h/aula e estou no aguardo da secretaria para indicarem qual será a outra escola para o restante das horas/aula.
    No contato que fiz com a Secretária Adjunta do Município (Sra. Rita) e com o Coordenador Pedagógico (Sr. Márcio Medeiros), descobri que não existe uma formação continuada em ER no município.
    Sugeri ao Sr. Márcio termos uma formação, mas percebi que não há muitos recursos (como fazer, o que fazer quem fazer?) para tal. Coloquei-me à disposição, mas também não sei o que fazer, exatamente, para que isso aconteça.
    Tenho todo o interesse na formação continuada, porque sei da importância para todos os envolvidos no ER.
    Gostaria que você me ajudasse se possível, me dando as diretrizes do "como, o que e quem fazer" para que nossa formação continuada, lá em Patos, se torne uma realidade.

    Aguardo sua resposta. Um forte abraço, saudoso!
    Profº. Samuel F. Barreto

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