terça-feira, 23 de outubro de 2018

RELATO HISTORICO DA FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFESSORES DE ENSINO RELIGIOSO DA REDE MUNICIPAL DE JOÃO PESSOA


 – PERÍODO 2006 - 2016

Giovanna Cristina Januário Alves (SEDEC)[1]
Maria José Torres Holmes (FONAPER)[2]

RESUMO: Este trabalho tem a finalidade de relatar o processo de formação continuada dos professores de Ensino Religioso da Rede Municipal de Ensino de João Pessoa-PB. Em 2006 foi implantado este componente curricular por ocasião do I Colóquio Municipal de Educação (COMED) – SEDEC JP-PB, através de um Seminário de oito horas, proferido pela Mestra Maria Inês Carniato, que desenvolveu um trabalho sobre a Diversidade Cultural Religiosa. Na ocasião a referida professora mencionou algo importante, dizendo: “o novo modelo de ER procura iluminar com o conhecimento da transcendência, o processo da educação para cidadania, para o protagonismo na transformação do mundo, isso parece uma utopia, porém, é um sonho de todas as religiões”. Após este momento tivemos os primeiros encontros com a equipe de assessores da SEDEC/CECAPRO[3], com a participação da coordenação de ER. Em 2007- 2008, os encontros passaram a ser no Auditório das Paulinas tendo como ministrante o Profº.  Vanderlan Paulo de Oliveira Pereira com embasamento teórico respaldado pelo FONAPER e a Legislação. Em 2009 a Formação aconteceu através da UFPB, tendo como Coordenadores a Profª Neide Miéle e o Prof. Carlos André Cavalcanti. Em 2010, ficou sob a responsabilidade dos Professores Cides Alves da Silva, Giovanna Cristina Januário Alves e Marinilson Barbosa da Silva. A partir de 2011 a 2013, a Prof.ª Maria José Torres Holmes além de coordenar passou a ser ministrante. Neste mesmo período houve o primeiro Curso de Extensão sob a responsabilidade dos Prof. Carlos André Cavalcanti, apoio profª. Maria Azimar Fernandes e Silva
E Maria José Torres Holmes. Este ano de 2016 temos o Curso de Extensão em Ciências das Religiões para Prof. de ER sob a coordenação do Prof. Deyve Redyson.

OBJETIVO: Proporcionar um espaço de estudo e reflexão acerca do fenômeno religioso tomando como referência as Ciências das Religiões na compreensão do ER como área de conhecimento científico e a escola como um espaço social promotor de experiências individuais e coletivas no âmbito religioso e pedagógico, a partir da perspectiva existencial-fenomenológica e reflexiva.

METODOLOGIA: Atividades teóricas e práticas, através de aulas expositivas, relatos de experiências, dinâmicas, oficinas pedagógicas, com trabalhos em grupos, Três Seminários Estadual na UFPB/ SEDEC/FONAPER, aula campo com visitas a templos sagrados e dois cursos de extensão – UFPB/SEDEC. 2013 e 2016.

AVALIAÇÃO: realização de relatos de experiências com a participação dos alunos, com depoimentos, seminários relativos ao curso de extensão e as visitas aos templos sagrados e auto-avaliação.

Visita ao templo hindu Campina Grande-2008



Seminário de Implantação do ER  Inês Carniato-2006


 

Formação Paulinas






                     

Curso de Extensão: SEDEC x UFPB 2013/2014








RELATO DE EXPERIÊNCIAS
RELATOS DE EXPERIÊNCIAS

ENTREGA DE CERTIFICADOS
AS PRIMEIRAS FORMAÇÕES
AUDITÓRIO DAS PAULINAS JP/PB
CECAPRO -2006
RESUMO DAS AULAS DE CAMPO-2007/2008





[1] -Me.Ciências das Religiões. UFPB

[2] - Me./Especialista/Ciências das Religiões. Pedagoga /UFPB. Profª/ ER- Rede Pública; Coordenadora do Ensino Religioso 2006-2013. Secretaria de Educação e Cultura de João Pessoa/PB- 2013. Grupo de Pesquisa: Reducare - UFPB/PB- E-mail: mjtholmes@yahoo.com.br

[3] - Centro de Capacitação de  Professores – Rede Municipal de Ensino

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

CIO DA TERRA (letra e vídeo) com MILTON NASCIMENTO e CHICO BUARQUE, víde...




Debulhar o trigo
Recolher cada bago do trigo
Forjar no trigo o milagre do pão
E se fartar do pão

Decepar a cana
Recolher a garapa da cana
roubar da cana a doçura do mel
Se lambusar de mel

Afagar a terra
Conhecer os desejos da terra
Cio da terra propícia estação
E fecundar o chão

sábado, 6 de outubro de 2018

BIOGRAFIA DE FRANCISCO DE ASSIS



São Francisco de Assis ou Giovanni di Pietro di Bernardone, nasceu em Assis, na Itália, no dia 5 de julho de 1182. Era filho de Joana e Pedro Bernardone Maricone, rico e conceituado comerciante de tecidos de Assis. Estudou na escola Episcopal, onde aprendeu a ler, escrever e principalmente contar. Recebeu essa educação voltada para os negócios, ajudando seu pai no comércio, mas viver atrás de um balcão não era trabalho que o atraísse.
        Com 16 anos participou da luta contra a nobreza feudal, foi aprisionado na cidade de Perúsia, onde permaneceu durante um ano no cárcere. Em 1203, de volta à cidade natal, Francisco entrega-se a uma vida de festas.
A Conversão
Em 1206, orando na Capela de São Damião, ouviu um chamado de Cristo que dizia: “Vá, Francisco e restaure minha casa”. Desde então, entrega-se ao serviço de Deus e dos mais necessitados. Em 1208 faz votos de pobreza e começa a pregar sua doutrina.
Acompanhado dos primeiros discípulos pede autorização ao papa para fundar uma irmandade. Em 1204 funda a "Ordem dos Irmãos Mendigos de Assis" e se instala em cabanas nas montanhas, decidido a cumprir fielmente as Escrituras Sagradas, renunciando qualquer forma de propriedade, recusando mesmo ter uma igreja, vivendo das doações que recebe.
Em 1215, o Concílio de Latrão reconhece a "Ordem dos Franciscanos", que já reúne inúmeros discípulos vindos de toda a península italiana. Inicia uma grande peregrinação até o Oriente, para “converter os infiéis”. Na volta, em 1221, o papa Honório III impõe uma “regra” mais branda para a Ordem.
Morte
Em 1224, decepcionado e doente, Francisco de Assis é obrigado a moderar suas atividades. Nesse mesmo ano renuncia a direção efetiva da irmandade que criara, e em companhia dos discípulos parte em direção à floresta, para viver em contato com a natureza. Conta-se que na floresta, em sua presença, os peixes saltavam da água e os pássaros pousavam em seus ombros. Certo dia orando, no alto do rochedo, desceu do céu um serafim de asas resplandecentes, trazendo nos braços uma cruz. Quando a imagem desaparece, Francisco percebe marcas de sangue nas mãos e pés, como se tivessem sido atravessados por pregos. Doente, Francisco implora que o levem para Assis, onde quer morrer.
São Francisco de Assis faleceu assistido pelos discípulos, em Assis, Itália, no dia 3 de outubro de 1226. Dois anos depois de sua morte, é canonizado pelo papa Gregório IX.
São Francisco de Assis (1182-1226) foi um religioso italiano. Fundou a Ordem dos Franciscanos. Era filho de um rico comerciante, mas fez votos de pobreza. Foi canonizado pelo papa Gregório IX, dois anos depois de sua morte. É conhecido como o protetor dos animais.

Referências
https://jufrasc.blogspot.com/2016/08/por-que-os-caes-vivem-menos-que-as.html



ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS

https://www.youtube.com/watch?v=jGh8DRTdjWc

Oração de São Francisco de Assis
Grupo Arte Nascente

Senhor,

Fazei-me instrumento de vossa paz
Onde houver ódio que eu leve o amor
Onde houver ofensa que eu leve o perdão
Onde houver discórdia que eu leve a união
Onde houver dúvidas que eu leve a fé
Onde houver erro que eu leve a verdade
Onde houver desespero que eu leve a esperança
Onde houver tristeza que eu leve a alegria
Onde houver trevas que eu leve a luz

Oh, Mestre!
Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado
Compreender, que ser compreendido
Amar, que ser amado
Pois é dando, que se recebe
É perdoando, que se é perdoado
E é morrendo, que se vive
Para a vida Eterna.



Composição: Pe. Casimiro Irala 

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

ALIMENTOS SAGRADOS




Celebrar e agradecer, a abundância é um dos rituais mais antigos da humanidade. Primeiro os grãos e as sementes, frutos da generosidade da terra, e depois outros alimentos foram eleitos pelos povos para expressar a fé em tempos fartos e o agradecimento pela comida no prato, pela continuidade da vida e pela boa colheita. A pureza do arroz é reverenciada pelos japoneses e chineses. Os grãos do milho representam a fortuna para os americanos. A substância do pão é o sustento dos italianos. As cores e os aromas das especiarias estão nos rituais indianos de fertilidade. E nós, brasileiros, nos inspiramos em todas essas culturas. Conheça alguns alimentos e seu simbolismo:

AZEITE


Espanha, Grécia e parte da Itália elegeram o azeite puro de oliva para simbolizar a fartura. Muito usado na culinária mediterrânea, ele faz bem à circulação do sangue e à digestão e garante o mais desejado tipo de abundância: a ter vida longa e saudável. Antigamente, era hábito nesses países começar o dia tomando um cálice de azeite extra virgem, o mais puro, para garantir saúde perfeita.
Dezessete séculos antes de Cristo, a costa da Espanha já era repleta de oliveiras. Até hoje esse país é um dos maiores produtores mundiais da azeitona, fruto que dá origem ao azeite. Substância completa, foi reverenciado na antiguidade como um líquido múltiplo e milagroso. Suas propriedades medicinais o destacavam como remédio para feridas dos guerreiros e doentes (muitos mais tarde descobriu-se que a azeitona tem o mesmo elemento básico da aspirina – daí seu efeito analgésico). Combustível, alimentava as lamparinas e fazia parte de rituais religiosos, simbolizando a preservação dos dons divinos.
PÃO

Desde sempre e para todos os povos, o pão é reverenciado como alimento essencial, que sustenta e nutre, afastando a escassez e a fome. Os que mais o exaltam são os italianos, que têm 250 variações catalogadas da mistura básica de farinha de trigo, água e sal. Na Itália, o ato de repartir o pão atrai prosperidade e multiplica a abundância, por isso ele não falta à mesa em todas as refeições.
A origem do pão é controversa. Sabe-se que ele foi o primeiro alimento elaborado – talvez pelos chineses. Porém restos arqueológicos atestam que o pão era consumido pelos egípcios e que se tornou comum na dieta dos gregos, sendo depois incorporado aos costumes romanos. Nessa tradição, molha-se um pedaço de pão, partido com a mão, no vinho antes de começar a refeição. O mesmo gesto é eternizado na cerimônia cristã da comunhão, em que ele tem sentido sagrado, nos tornando seres unos e abençoados. O pão simboliza o corpo de Cristo, a vida ativa, a pureza, o sacrifício e os pequenos mistérios, enquanto o vinho simboliza a contemplação e os grandes mistérios.

MILHO

Sem dúvida, o milho é um dos mais tradicionais símbolos da fartura nos Estados Unidos, justamente com a torta de maçã. O significado de ambos está ligado à abundância de alimentos que os imigrantes ingleses encontraram na nova terra, do outro lado do oceano. Quando Colombo chegou à América, em 1492, o milho já era encontrado da Argentina ao Canadá e os índios conheciam quase todas as espécies do cereal.
A abundância não admite desperdício, e o milho reforça esse lema, pois é totalmente aproveitável: a palha, quando verde, é boa forragem para bovinos. O cabelo do milho serve para fazer chá para os rins. O amido é usado na indústria de alimentação – na fabricação de glicose, maisena, margarina e fermento. É também ingrediente de medicamentos como penicilina, vitaminas B12, riboflavina e xaropes. Apreciado na culinária rústica e sofisticada, o milho tem preço baixo, sabor agradável e sustenta. Os grãos dourados remetem ao ouro da fortuna e agradam aos olhos e ao paladar até mesmo quando as espigas são preparadas da forma mais simples: cozidas em água e sal.
 
SABORES AROMAS SAGRADOS



Os condimentos, capazes de enriquecer e dar cor, sabor e perfume a alimentos básicos, como arroz, feijão, lentilha e grão-de-bico, são considerados verdadeiras preciosidades pelos indianos. E, nessa cultura tão espiritualizada, o ato de comer não sacia apenas o paladar. Por meio da comida, consegue-se estabelecer a harmonia entre corpo, mente e espírito. Essa integração constitui a verdadeira prosperidade. Segundo os hindus, o alimento é o presente sagrado de Brahma, o Deus Criador, e por isso, é a melhor oferenda nas festas religiosas. Tudo é preparado com muito esmero e dedicação.
A chamada garam masala, uma perfumaria mistura de especiarias e ervas – feito de cravo, canela, anis, cardamomo, coentro, cominho, gengibre, cúrcuma e usada no preparo de cereais e carnes –, é a alma da culinária indiana. Graças aos navegadores europeus do século XV, que trouxeram para o Ocidente as especiarias, podemos provar desses aromas e sabores exóticos e ainda dar a eles um significado especial, relacionado à fartura e à abundância.
 ARROZ

 Esse cereal é abundante no Japão, na China, na Coréia e na Indonésia, e vem de 5 mil anos atrás a tradição de considerá-lo um símbolo de fartura. O hábito de atirar arroz sobre os noivos após a cerimônia de casamento é chinês: um poderoso imperador quis dar prova de vida farta e fez com que o casamento da filha se realizasse sob uma chuva desse cereal. O arroz faz parte dos altares budistas em toda a Ásia, simbolizando boa sorte, felicidade e prosperidade. E, na rotina, ele está à mesa e no cumprimento mais trivial. Os chineses costumam perguntar: “Você comeu seu arroz hoje?” – que equivale ao nosso “como vai você? Tudo em ordem na sua vida?”.
Na Coréia, os recém-nascidos são alimentados com arroz cozidos nas primeiras três semanas de vida, para atrair boa sorte e abundância. É costume entre os adultos, antes de começar a comer, jogar fora uma colherada do cereal, convidando os deuses a compartilhar o alimento e renovar o pedido de abundância. Outra curiosidade: na Coréia do Sul, como no Japão e na China, a comida vem servida em muitos potes. Para esses povos, quanto mais tigelas à mesa, mais fartura se atrai.

CIO DA TERRA

(Milton Nascimento / Chico Buarque)

Debulhar o trigo
Recolher cada bago do trigo
Forjar no trigo o milagre do pão
E se fartar do pão

Decepar a cana
Recolher a garapa da cana
roubar da cana a doçura do mel
Se lambusar de mel

Afagar a terra
Conhecer os desejos da terra
Cio da terra propícia estação
E fecundar o chão


Paciência - Lenine