sexta-feira, 12 de julho de 2013

A PAZ EM MIM, A PAZ EM TI, A PAZ EM TODOS



                  http://www.youtube.com/watch?v=6B1vIOF6hQs                   
                                                             (Maria José T. Holmes) 
O mundo está cheio de gente que precisa ter sua vida transformada, não podemos mudar o passado, mas podemos aprender a não repetir o que o passado teve de negativo, e para isso precisamos mudar as nossas atitudes a começar por nós mesmos. Para se chegar à paz, o caminho é a solidariedade vivida a partir do sentimento de responsabilidade fraterna, que não exclui ninguém.
Vivemos num tempo de contínuas mudanças, nada é permanente. As coisas logo são substituídas por outras mais modernas, práticas, eficientes e aperfeiçoadas. Enquanto isso os referenciais: verdade, normas, valores e conhecimentos que antes organizavam a vida das pessoas e sociedades e serviam-lhes de parâmetros, hoje são questionados. Nesse contexto, podemos ainda falar de algo consistente e duradouro que possa dar suporte à vida das pessoas e da sociedade?  
No meio de tantas mudanças que caracterizam o próprio desenvolvimento histórico-cultural do ser humano, muitas coisas ainda permanecem, dentre elas, os valores: o respeito, a amizade, a liberdade, a justiça, a verdade, a solidariedade e a paz. Esses valores são referências universais para a vida dos indivíduos e povos. Um dos grandes problemas enfrentados atualmente pela humanidade é a violência, presente em todos os âmbitos da convivência humana: das relações cotidianos e familiares, à violências estruturais, institucionais e de Estado. Por outro lado, existe um olhar crescente das pessoas, que em pequenos grupos locais e organizações internacionais, procuram fazer mobilizações para juntos construírem a paz. Sabemos que existem diferentes caminhos para essa construção, um deles é a educação.
Paulo Freire em sua Pedagogia do Oprimido diz: "a prática consciente de uma pedagogia transformadora deverá criar na educação uma nova linguagem, que leve o educador a assumir o seu papel no novo contexto de mudança da sociedade," isto é, uma educação que incorpore os valores humanos, a paz e não violência e ao mesmo tempo torne-se uma prática militante e amorosa. Para tanto, tal educação deve começar pelos próprios professores, a exemplo de sua paz interior. Como podemos mudar os outros se não começarmos por nós mesmos? 
Temos que refletir para depois motivar os alunos para que se sintam responsáveis a desenvolver sentimentos de paz através de hábitos e atitudes e de pequenos gestos. Portanto a  construção da paz deve ser inserida na escola e  ensinada de forma interdisciplinar e transdisciplinar, envolvendo desde a Educação Infantil e todas as outras modalidades de Ensino. É importante também  destacar que todas as disciplinas se envolvam, aí então teremos um bom trabalho coletivo para se atingir os objetivos propostos. 
Precisa-se pensar a paz não somente a ausência de conflitos, mas, como um bem estar, algo mais profundo. Esta também é uma conquista, um processo contínuo, uma tarefa sempre inacabada que se  envolve o amor, a tolerância, o respeito e o diálogo. Pensemos nisso!

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