quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O ENSINO RELIGIOSO NA VISÃO DOS ALUNOS DA ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO FUNDAMENTAL FRANCISCO CAMPOS


 
RESUMO DA APRESENTAÇÃO DA MONOGRAFIA




APRESENTAÇÃO: Este trabalho foi realizado através de uma pesquisa de campo, tendo como objeto de estudo, o parecer dos alunos diante do Ensino Religioso, as influências que ocorrem na mudança de comportamento, na vida destes educandos. Foi feito ainda um estudo bibliográfico sobre diversos autores tais como: Paulo freire, Sérgio Junqueira, Anísia Figueredo, Zimermann entre outros, buscando conhecimento par subsidiar este trabalho.

I PARTE: Fala da introdução em que se destaca a caracterização do problema, como a questão do preconceito, da exclusão e o descaso de alguns órgãos competentes em relação a este componente curricular, pois ainda existem escolas que ainda não incluíram em seus currículos esta disciplina. O foco das minhas investigações, incidirá sobre: o pacto que o Ensino Religioso tem exercido na formação dos educandos de um modo geral, principalmente os da escola pública; se os conteúdos trabalhados em sala têm contribuído na mudança de comportamento destes alunos. O objetivo principal é: Verificar até que ponto o Ensino Religioso tem contribuído para valorização do pluralismo e a diversidade cultural religiosa existente na sociedade brasileira e no mundo.

II PARTE: A Trajetória do Ensino Religioso conforme os PCNER, desde a era colonial até os dias atuais. Esse período destaca-se pela crise cultural que atinge todos os aspectos da sociedade gerando: a crise existencial e a crise de valores. A busca de redefinição dessa disciplina coincide com o período de 1.988, ano em que estavam revendo A Constituição Federal e que passou avigorar a partir desta data através do Art. 210, § 1º do Capítulo III da Ordem Social: “O Ensino Religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de Ensino Fundamental”, o que gerou uma significativa mobilização nacional, resultando na 2ª maior emenda em números de assinaturas.

III PARTE: Fundamentação Teórica;
a)-O Ensino Religioso e a Legislação, destacando a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) nº. 9394/96, no seu Art. 33. “O Ensino Religioso de matrícula facultativa constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas, sem ônus para os cofres públicos, de acordo com as preferências manifestadas pelos alunos ou por seus responsáveis”. “Sem ônus” gerou uma polêmica muito grande, houve necessidade de executar novos estudos, já que é um direito do cidadão que freqüenta a escola pública. A partir daí houve uma grande mobilização em todo País para suprimir essa lei. Todas as associações que tratam desta disciplina, sentiram falta dos PCNER, ficando responsável pela elaboração deste documento, o FONAPER que juntamente com as outras entidades religiosas e associações trataram de construir esse referencial. Com este documento foi regulamentada a LDB que em seu Art. 33, que passa a vigorar com a seguinte redação:
Art.33–O Ensino Religioso, de matrícula facultativa, é parte integrante da formação básica do cidadão, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo.

b)- Conhecimento: Conceituação, Construção do conhecimento: Tipos de Conhecimento: Filosófico, Científico, Teológico e o Religioso que está centrado em todos, porém aproxima-se mais do Teológico. No entanto não se funda na autoridade reveladora, mas no fenômeno religioso, por ser este o objeto de estudo desta disciplina. O Ensino Religioso destaca-se dentro da escola entre outras disciplinas, através da construção do conhecimento, por ser considerada uma educação inventiva, reflexiva e humana.
Bombassaro cita: “Saber é poder manusear, poder compreender e poder dispor. O saber está vinculado ao mundo prático, o qual não é somente condição de possibilidade para qualquer enunciado, mas também o lugar efetivo onde a enunciação pode ser traduzida . Portanto a investigação do saber como conceito epistêmico remete ao prático, pois o saber revela-se em instância que vincula o homem ao mundo”.

c)- O diálogo: Os PCNER mostra duas palavras que são a razão de ser deste componente curricular: conhecimento e diálogo. È importante prover os estudantes de oportunidades de se tornarem capazes de entender os momentos específicos das diversas culturas.

IV-PARTE: O Ensino Religioso na Paraíba: está começando a entrar pela porta da frente: nível estadual, municipal e federal (UFPB);

a) Campo de pesquisa: escola estadual de Ensino Fundamental Francisco Campos.

 b) interação professora x alunos (experiência); Paulo Freire buscou a educação como prática de liberdade, como práxis de libertação pessoal na ação engajada de conhecimento e transformação da realidade de opressão. Em sua Pedagogia do Oprimido afirma que “formar é muito mais do que treinar educando”; a prática de sala de aula, auto-avaliação favorece o relacionamento em sala de aula abre espaço para o diálogo e possibilitam aspectos de sociabilidade, afetividade, compromisso, postura e integração, adotando atitudes de respeito pelas diferenças.
c) segundo Sérgio Junqueira: “ o diálogo na diversidade para a formação de um cidadão ético exige que as áreas do conhecimento permitam um reolhar sobre o Ensino Religioso e o aprender para atingir o desafio de educar. O Ensino Religioso propicia tal cenário”.

Considerações


Portanto cabe à escola reconhecer esse pluralismo religioso e conduzir o Ensino Religioso para a busca desses valores, o que vem se constituir numa ética da diversidade, sintetizada em três pontos: respeito pelo outro com todas as diferenças; solidariedade com o outro na busca da transcendência e a cooperação com o outro para a preservação do patrimônio natural comum. Isso vem facilitar e concorrer para a prática do não proselitismo e favorecer o diálogo inter-religioso, muito importante na busca do respeito ao sagrado do outro e a diversidade cultural religiosa do nosso País, o que representa uma questão de alteridade.




REFERÊNCIAS


ALMEIDA, Cleide Rita S. et al. O humano, lugar do sagrado. 2ªed. São Paulo: Olho D’água, 1995.
BENINCÁ, Elli. O conhecimento religioso. Passo Fundo, RS: Mimeo, 1996.
BOMBASSARO, Luís Carlos.  In As fronteiras da epistemologia. Petrópolis: Vozes, 1997.
CADERNO TEMÁTICO DO ENSINO RELIGIOSO nº.1. Curso de Capacitação de Ensino Religioso, FONAPER. 1997.
CÂNDIDO, Viviane Cristina. Educação cidadã e ensino religioso. Revista Diálogo nº.27. p.38-39. São Paulo: Paulinas, agosto 2002. 
CARON, Lurdes (org.) et al. O ensino religioso na nova LDB. Petrópolis RJ: ed. Vozes, 1998.
DIÁLOGO. Revista do Ensino Religioso: a educação em tempos globais. Ano III nº.9. Março de 1.998. 
FIGUERÊDO, Anísia de Paulo. O ensino religioso: perspectiva, tendências e desafios. 2ª edição, RJ: ed. Vozes, 1994.
FÓRUM NACIONAL PERMANENTE DO ENSINO RELIGIOSO. Ensino religioso capacitação para um novo milênio. Cadernos: 1,2,3. FONAPER, 2000.
 _______ Parâmetros curriculares nacionais do ensino religioso. 6ª Ed. São Paulo: Editora Ave Maria, 1997.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. 33ª edição, SP: Paz e Terra, 2006.
GADOTTI, Moacir. Escola Cidadã: um salto para o futuro. Apostilha. Oficina de Ensino Religioso. João Pessoa, 1996.
JUNQUEIRA, Sérgio Rogério Azevedo e OLIVEIRA, Lílian Blanck de. Ensino religioso: memórias e perspectivas. Curitiba: Champagnat, 2005.
LEAL, Alane de Lucena. Educação e Cidadania: uma inovadora proposta de formação religiosa, São Paulo. Paulinas: 2005.
OLENIKI, Marilac Loraine R. DALGEAN, Viviane Mayer. Encantar: uma prática pedagógica no ensino religioso. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003.
PEDÓ, Albina. Trajetória de Uma Luta: em prol da educação com amor pela paz. Cuiabá. IDP, fevereiro de 2002.
SANTANA, José Acácio. A Música Religiosa. Revista Diálogo nº15. p.12 São Paulo: Paulinas, 1994.
VIESSER, Lizete Carmem. Um Paradigma Didático para o Ensino Religioso. Petrópolis, RJ: Vozes, 1994.
ZIMMERMANN, Pe. Roque. Ensino Religioso: uma grande mudança. Brasília: Câmara dos Deputados. Nº. 46, 1998.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Paciência - Lenine