segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

PROPOSTA DE CRIAÇÃO DO COMITÊ PARAIBANO PELA INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

O Grupo Videlicet Religiões, da Universidade Federal da Paraíba, liderado pelo professor Carlos André Cavalcanti, propõe ao Governo do Estado da Paraíba, a criação do Comitê Estadual da Diversidade Religiosa. É uma proposta que faz parte do ideal desse grupo, que já vem se organizando com vários segmentos da sociedade, ou seja: ONGs, como o MOVPAZ, lideranças religiosas, educadores, estudantes das Ciências das Religiões entre outros interessados pela causa. Nesses encontros destacamos o Primeiro Seminário pela paz, que foi o ponto de partida.  
É importante destacar que essa é uma ação do Governo Federal que em 2003 criou o  Comitê da Diversidade Religiosa e Direitos Humanos com objetivo de assegurar o direito constitucional de liberdade religiosa, onde as mais diversas religiões e crenças religiosas, possam se sentar à mesma mesa e discutirem temas relacionados aos interesses da comunidade planetária.    Muitas ações foram realizadas: como a instituição do dia (Dia 21 de janeiro) de combate à Intolerância Religiosa, a criação da Cartilha da Diversidade Religiosa e o vídeo Direitos Humanos e Diversidade Religiosa.
Aqui no Estado da Paraíba tivemos vários encontros de planejamento, para a criação desse Comitê. Esta é uma proposta pioneira, que também nasceu dentro do  Grupo Videlicet e está aberta a novas adesões. Nesse momento o grupo está lançando um  abaixo-assinado pela Diversidade Religiosa - Paraíba. Vejam o site.

http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=vidlicet



 Seja mais um a vestir essa camisa. Junte-se a nós!! 

Maria José Torres Holmes


sábado, 14 de janeiro de 2012

INFORMATIVO SOBRE O ENSINO RELIGIOSO


  

De acordo com o Boletim Informativo do GPERNEWS 339 

(Grupo de Pesquisa Educação e Religião -Formação docente e Educação Religiosa) o qual pesquisa, estuda, relata, acompanha, publica trabalhos e promove atividades referentes ao Ensino Religioso, nos chama atenção sobre o Informativo da ASSINTEC.

Sábado, 14 de Janeiro de 2012 14:57
Ampliar imagem Informativo da ASSINTEC n° 17 (ASSINTEC - Associação Inter-religiosa de Educação –novembro e dezembro de 2004 - Equipe Pedagógica: Borres Guilouski, Diná Raquel D. da Costa e Emerli Schlögl - - Rua Máximo João Kopp, 274 - bloco 4 - CEP: 82.630 000 - Santa Cândida - Curitiba – Pr. Fone: 0 XX 41 351 6642) 
Se passaram nove anos desde que a LDB de 96 foi instituída e com ela vieram importantes mudanças na educação brasileira. Essas mudanças afetaram a organização do conhecimento nas diferentes áreas, inclusive no Ensino Religioso. A disciplina do Ensino Religioso, de acordo com o artigo 33 da LDB (nova redação) e Resolução CEB n.º 2 de 7 de abril de 1998, da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, deixou de ser somente aula de valores humanos e passou a ser uma área do conhecimento, cujo objeto de estudo é o fenômeno religioso, portanto, possui um conteúdo específico que não são apenas valores humanos. Contudo, apesar de nove anos da nova LDB, parece que o paradigma no qual se insere o Ensino Religioso ainda não pegou, muitos não compreendem ou não querem compreender a nova concepção do Ensino Religioso que é fenomenológica, muito menos a importância do mesmo para a formação do aluno. Apesar das informações disponíveis ainda se insiste em afirmar que o Ensino Religioso é “aula de valores humanos”. É preciso entender que valores humanos passaram a ser tratados na transversalidade, isto significa que todas as áreas do conhecimento devem enfocar valores humanos, simultaneamente ao trabalharem os conteúdos de cada área. O Ensino Religioso como área do conhecimento possui o seu conteúdo organizado a partir de cinco eixos que são: Culturas e Tradições Religiosas, Textos Sagrados, Teologias, Ritos e Ethos. Para trabalhar estes conteúdos o professor precisa estar devidamente preparado e ser capaz de utilizar uma metodologia científica adequada que envolve a observação, a reflexão e a informação. O trabalho pedagógico do professor não é doutrinar os alunos, pois tal tarefa compete às famílias e às comunidades de fé às quais os alunos pertencem. O professor de Ensino Religioso precisa ter uma postura científica ao trabalhar o fenômeno religioso além de sensibilidade pela pluralidade e respeito à opção religiosa dos educandos. Sua tarefa é orientar os alunos no processo da decodificação dos elementos básicos que compõe o fenômeno religioso. Nesse processo de construção e socialização do conhecimento, o diálogo é uma possibilidade que pode contribuir na formação de atitudes de respeito às diferenças a partir do conhecimento das culturas e tradições religiosas presentes na realidade local e global. “E, como nenhuma teoria sozinha explica completamente o processo humano, é o diálogo entre elas que possibilita construir explicações e referenciais que escapam do uso ideológico, doutrinal ou catequético.”

* (Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Religioso, 1997, p. 29).




* FONAPER – Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso. Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Religioso. São Paulo: Ave Maria, 1997.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O PLURALISMO RELIGIOSO

 
Atualmente observamos que o mundo está marcado fortemente pelo espírito das mais diversas formas de crenças religiosas. A isso denominamos de pluralismo religioso. Todavia, o mesmo ocorre em nosso País, tendo em vista a grande influência que temos deixada pelos colonizadores cristãos que aqui chegaram e impuseram-no  para os indígenas brasileiros nossos primeiros habitantes, que por sua vez já tinham sua cultura e tradição religiosa. Como estes, assim foram tratados também os africanos, em que eram obrigados, a aceitar a outra cultura religiosa cristã diferente das suas, desrespeitando dessa forma suas crenças ao transcendente. Portanto temos aí, uma tríplice herança deixada por nossos antepassados.
Atualmente esse sincretismo tomou uma grande proporção que se tornou um fenômeno provocado pela globalização, onde temos pessoas que professam uma única crença, entretanto, existem aqueles que dizem que têm tal religião, porém frequentam outros templos em seu cotidiano. Por outro lado, é comum hoje ver pessoas que não têm religião e costuma ir a qualquer templo. Tal comportamento é causado pelo impacto da modernidade em nossa sociedade, pelas mudanças e rompimento com uma única denominação religiosa que durante séculos dominou a nossa cultura e tradição. Essa  liberdade de expressão, de ir e vir é que provocou o que chamamos de pluralismo religioso, pois de acordo com o artigo 5º, inciso, VI, da Constituição Federal do Brasil, é dever nosso respeitar a liberdade de crença religiosa, uma vez que nosso País é um Estado laico e, por isso deve ser respeitado o direito de cada cidadão de ter esta ou aquela religião.


Maria José Torres Holmes


Paciência - Lenine